5/30/2010

Mais do que ser artilheiro, Luís Fabiano quer beijar a taça

30/05/2010 - Luís Fabiano só pensa em ser campeão do mundo. Não se encanta com a possibilidade de ser o artilheiro da Copa, nem tem uma meta de gols a cumprir na África do Sul. Seu sonho é levantar e beijar a taça e depois desfilar no caminhão dos bombeiros pelas cidades do Brasil. Acompanhe os principais momentos da entrevista coletiva que o atacante concedeu, sempre bem-humorado, neste domingo (30) em Johannesburgo.


P - Você está recuperado da lesão que o afastou dos últimos jogos do Sevilla e dos primeiros treinos da seleção?


Luís Fabiano - Estou pronto para jogar uma partida inteira. Trabalhei muito nos últimos dias com o Rosan (Luís Rosan, fisioterapeuta da seleção e do São Paulo). Ele é o melhor do mundo. Trabalhei duro em três períodos para voltar a jogar. Não tenho mais dor e vou chegar bem para a estreia na Copa do Mundo.


P - Vai para o sacrifício?


Luís Fabiano - Pela seleção eu faço tudo. Se tiver de marcar, eu marco. Se tiver de dar carrinho, dou. Depende da opção tática do treinador, mas estou aí para qualquer coisa. Jogar uma Copa é um sonho.


P - Na propaganda de um patrocinador da seleção você faz o papel de guerreiro, a seleção é guerreira. Vai ser assim na Copa?


Luís Fabiano - O cara que faz a propaganda pode pensar o que ele quiser. Só que aqui é diferente. Acho que não tem nada a ver com a propaganda. A seleção tem a sua cara: encantou quando teve de encantar, foi guerreira quando tinha de ser. Os resultados estão aí e o importante é isso.


P - Não falta um pouco de arte, fantasia, como se diz na Europa?


Luís Fabiano - Contra a Argentina, em Rosário, fizemos uma grande partida (vitória por 3 a 1 pelas eliminatórias). Todo mundo falou que jogamos bem, que tinha voltado a alegria. Às vezes a gente teve de jogar um pouco mais duro. São partidas difíceis, às vezes há a necessidade de marcar, de jogar feio. Se tiver de jogar feio para ganhar, vamos jogar.


P - A seleção, de 1994 para cá, sempre teve grandes atacantes, como Romário e Ronaldo, que decidiram. Agora é a sua vez de decidir.


Luís Fabiano - Atacante é o cara que faz o gol, por isso é decisivo. A seleção sempre teve grandes atacantes. Consegui o meu espaço e agora tenho de retribuir a confiança que o treinador tem em mim.


P - Quando você conquistou o Dunga para valer?


Luís Fabiano - Foi naquele jogo contra o Uruguai no Morumbi (eliminatórias, em 2008). Sempre me dei bem no Morumbi, que é um estádio em que estou acostumado a jogar desde a época do São Paulo. Acreditava que ali era minha última oportunidade, já que eu não vinha sendo convocado. Depois daquele jogo, foi o que me deu força. Vi que o treinador passou a confiar em mim e conquistei também o povo brasileiro.


P - Quais atacantes vão se destacar na Copa do Mundo?


Luís Fabiano - O Rooney (Inglaterra) e o Villa (Espanha) são jogadores que podem brigar pela artilharia. Tem o Messi também, que faz bastante gol no Barcelona, mas na Argentina não vai tão bem assim. E, claro, tem o Luís Fabiano, do Brasil, que também vai lutar para ser artilheiro (risos).


P - A sua meta é ser o artilheiro do Mundial?


Luís Fabiano - Se for o artilheiro, ótimo. Mas meu objetivo final é mesmo ser campeão do mundo. De nada adianta ganhar a chuteira da Fifa de goleador e não ser campeão. Você volta para casa com a chuteirinha debaixo do braço, sem graça... e não acontece nada.


P - E levantar a taça?


Luís Fabiano - Isso sim é que vale a pena. Bonito é conquistar o título e beijar a taça, aquela festa toda. E depois levar a taça, desfilando em carro aberto. Já desfilei varias vezes na Espanha, mas no Brasil nunca.


P - Para quem você vai dedicar a conquista se ganhar a Copa?


Luís Fabiano - Pela minha história, vou dedicar ao meu avô que, infelizmente, já não está mais aqui. Ele (Benedito)foi um pai pra mim, me criou, me incentivou a jogar futebol. Quando comecei e saíam notinhas nos jornais me elogiando (em Campinas), ele recortava e guardava no bolso da camisa para mostrar com orgulho aos amigos que encontrava nas ruas. Ele foi e é meu grande ídolo. (Luis Antonio Prosperi e Robson Morelli)

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