6/22/2010

Vadão, o primeiro técnico a acreditar em Kaká e Luis Fabiano‎

22/06/2010 - Luis Fabiano e Kaká. Camisas 9 e 10 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul e uns dos poucos jogadores que agradaram a torcida brasileira ao serem convocados pelo técnico Dunga.

Cercados pela desconfiança por conta das lesões que assombraram os dois atletas antes do Mundial, os brasileiros acreditam na técnica e categoria de Kaká no meio de campo da Seleção e no faro de gol de Luis Fabiano para levar o Brasil ao hexacampeonato.

Porém, houve quem acreditou no futebol dos dois jogadores ainda no início da carreira deles: o técnico Vadão.

Atualmente treinando a Portuguesa, ele trabalhava no São Paulo em 2001, quando deu a primeira oportunidade de Kaká no time profissional. E tudo começou porque o técnico não tinha jogadores suficiente para completar os times do tradicional rachão.

- Um dia estava sem jogadores para completar os times do treino e mandei o técnico da base me mandar alguns garotos. Um deles era o Kaká. Na primeira vez que o vi lembrei do estilo bonito e elegante do Raí, e me impressionei com a categoria dele. Na segunda vez que foi treinar, chamei ele de lado e falei: vou te dar uma oportunidade entre os titulares - conta.

O franzinho meia não titubeou, e logo na sua estreia, no dia 7 de março de 2001, entrou no segundo tempo do jogo contra o Botafogo, que vencia o São Paulo por 2 a 1, e marcou dois gols em dois minutos (34 e 36), que garantiram a virada do Tricolor sobre o time carioca e o título do Torneio Rio-São Paulo daquele ano.

Luis Fabiano também foi outro jogador que contou com Vadão para aparecer no futebol. Depois de ficar encostado no Rennes (FRA), o atacante só voltou ao Brasil para defender o São Paulo graças ao técnico.

- Estava no CT e um conhecido meu de Campinas veio me falar de um jovem jogador que estava mal na França e que gostaria de voltar ao futebol brasileiro. Esse jogador estava com dificuldades na adaptação e estava insatisfeito. Era o Luís Fabiano - relembra.

O Tricolor repatriou o atacante e ele correspondeu em campo: marcou 119 gols em 160 jogos com a camisa do clube e se tornou o décimo maior artilheiro da História do clube, sendo um dos maiores ídolos da torcida são-paulina.

Agora esperanças dos brasileiros na Copa, Luis Fabiano e Kaká revivem a dupla vitoriosa do São Paulo do início dos anos 2000. Quando Vadão era quem depositava todas as suas fichas no talento dos dois jogadores.

Veja uma entrevista exclusiva com o técnico Vadão:

LANCENET!: Como você descobriu Luis Fabiano e porque acreditou nele?
VADÃO: Em 2001, quando eu treinava o São Paulo, a diretoria do clube decidiu que não ia contratar muitos jogadores porque estava com algumas dificuldades financeiras. Então, combinamos de aproveitar alguns jogadores das categorias de base que tinham sido campeões da Copa São Paulo em 2000. Um dia estava no CT e um conhecido meu de Campinas veio me falar de um jovem jogador que estava mal na França e que gostaria de voltar ao futebol brasileiro.

Esse jogador estava com dificuldades na adaptação e estava insatisfeito. Era o Luís Fabiano. Como eu tinha apenas o França de atacante, que era um jogador de área, sugeri com a diretoria que contratasse o Luís para jogar ao lado do França, e então o São Paulo o repatriou.

Montei o time com Kaká e Julio Baptista no meio e França e Luis Fabiano no ataque. Inclusive me chamavam de louco por colocar o Julio de meia sendo que ele sempre foi volante. Fato é que depois que o Luís Fabiano começou a fazer gols não saiu mais do time e mesmo depois da minha saída foi se tornando o grande jogador que é hoje.

L!: E o Kaká? Como foi a primeira vez que o viu jogar e porque deu a chance para ele atuar no time titular?
V: Eu ouvia falar muito do Kaká por conta de um acidente que ele tinha sofrido um tempo atrás. Um dia estava sem jogadores para completar os times do treino e mandei o técnico da base me mandar alguns garotos para completar o time. Um deles era o Kaká. Na primeira vez que o vi lembrei do estilo bonito e elegante do Raí, e me impressionei com a categoria dele. Na segunda vez que foi treinar, chamei ele de lado e falei: vou te dar uma oportunidade entre os titulares.

L!: Você ainda fala com eles?
V: Perdi um pouco o contato com o Kaká. Este ano nos falamos apenas uma vez. Já o Luís Fabiano eu falo sempre, nós temos um amigo em comum lá de Campinas, e sempre que ele está no Brasil nos vemos.

L!: E o que espera de ambos na Copa do Mundo?
V: Eu acho que eles vão ajudar a decidir. Apesar de estarem voltando de lesão, eles melhoraram muito neste segundo jogo. O Kaká é um jogador excepcional e o Luis Fabiano é o artilheiro que todo mundo conhece. Eu acredito muito neles, como acreditei no início da carreira dos dois.

Saudações Fabianistas*

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