5/30/2010

Largo 13 joga responsabilidade em Luis Fabiano

30/05/2010 - O comércio mais popular da zona sul de São Paulo, o Largo 13, em Santo Amaro, coloca a venda camisa de Luis Fabiano mais do que qualquer outro jogador.

O atacante da Seleção Brasileira tem a responsabilidade de fazer os gols necessários para trazer o hexa para o Brasil – e o mercado já percebeu isso.

A camisa 9 do Brasil vale 20 reais no Largo 13 – obviamente não se trata da original, que custa dez vezes mais. A mesma peça para criança sai por 15 reais. Depois de Luis Fabiano, as camisas mais encontradas no comércio popular do local são as de Kaká (número 10) e Robinho (11).

Uma touca com as cores verde e amarela vale entre 6 e 10 reais no Largo 13. Um cachecol, 10 reais. Já o cornetão (a nossa vuvuzela) custa 3 reais. Aquela bandeirinha cafona com haste para ser pendurada na porta do carro sai pela bagatela de 1,50 reais.

Apesar de estarmos a poucos dias do início da Copa da África do Sul, o clima nas lojas do Largo 13 ainda não é de Mundial. Somente alguns estabelecimentos estão decorados com as cores verde e amarela. A oferta de produtos com motivos do Mundial e da Seleção Brasileira não é predominante na maioria do comércio.

Tenho a ligeira impressão que o ufanismo brasileiro deu uma arrefecida. E o Largo 13 é um bom termômetro disso.

O local é um dos pontos em que se vê a forte imigração de nordestinos para a capital paulista. Agências vendem passagens de ônibus para o Nordeste nas ruas próximas. Em uma esquina, uma pequena fila se estende na apertada calçada. A fileira var dar em uma barraquinha do econômico churrasco grego.

Mais adiante, mulheres oferecem advogado para causas trabalhistas para ex-empregados – uma indústria que já foi mais aquecida, mas que cedeu ao bom senso de juízes nos últimos tempos; quem ganhava mais com isso não eram os trabalhadores mais sim os advogados.

Um dentista de plantão em um consultório atende emergência em frente à igreja do Largo 13. Tratar o dente no país é um luxo, só que na hora que a dor aperta, não tem jeito. A vantagem é que lá o atendimento deve ser barato – não poderia ser diferente em um local freqüentado pela população de classe média baixa e baixa.

Agora está nos pés de Luis Fabiano a tarefa de fazer essa gente sorrir.

2 comentários:

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