6/02/2010

Luis Fabiano e Elano reforçam tradição de Ponte e Guarani em Copas‎

02/06/2010 - Uma tradição que começou em 1934 e perdura até a atualidade. A convocação de Luis Fabiano e Elano para a Copa do Mundo da África do Sul reforçou a vocação de Ponte Preta e Guarani em revelar jogadores para servir a seleção em Mundiais. Ao todo, 16 pratas-da-casa já saíram dos clubes de Campinas para representar o país na competição mais importante do planeta. Antes da dupla de confiança de Dunga, o último havia sido Luizão, pentacampeão em 2002, na Coréia e no Japão.

A ligação de Macaca e Bugre com as Copas vai ainda mais longe. Se levado em consideração atletas que passaram antes ou depois pelas equipes, a lista de representantes aumenta para 30 representantes com identificação junto aos rivais.

O primeiro nome dessa antiga e duradoura história é Armandinho, atacante que iniciou a carreira na Ponte e defendeu a seleção na Itália. A Macaca, aliás, ainda revelou outros sete atletas que chegaram a Copas, além de Luis Fabiano. Os defensores predominam, com os goleiros Carlos e Waldir Perez, os zagueiros Oscar, Polozzi, Juninho e André Cruz e o lateral-direito Edson Boaro “Abobrão”. Nenhum deles conseguiu voltar com a taça.

Do lado do Guarani, as crias do Brinco que conseguiram um lugar em Mundiais são sete: os zagueiros Amaral e Júlio César, o volante Mauro Silva, o meia Renato “Pé Murcho” e os atacantes Careca e Luizão, além de Elano. Desses, Mauro Silva, em 94, e Luizão, em 2002, conquistaram o título.

Os novos "filhos ilustres"

Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Da mesma geração e titulares absolutos do time de Dunga, Luis Fabiano, 29 anos, e Elano, um ano mais novo, iniciaram a carreira em locais próximos, mas separados pela rivalidade entre Ponte e Guarani. O primeiro se tornou profissional antes mesmo de atingir a maioridade e sempre mostrou o faro de artilheiro, tanto que ficou pouco tempo na Macaca e seguiu jovem para o Rennes-FRA. A transferência precoce, em 2000, não deixou o atacante à vontade no futebol europeu. O retorno ao Brasil, para o São Paulo, o fez ganhar o rótulo de "Fabuloso". Depois disso, voltou à Europa para brilhar no Porto e se consagrar no Sevilla-ESP.

Elano também precisou deixar o Guarani para ganhar fama. A saída do meia do Bugre, aliás, foi conturbada. Assim como no caso de Luis Fabiano, foram apenas dois anos no profissional antes de se transferir. O clube seguinte foi a Internacional de Limeira, onde chamou a atenção do Santos e, a partir daí, só cresceu na carreira. Defendeu o Shakhtar Donestk, da Ucrânia, e o Manchester City, da Inglaterra, antes de chegar ao Galatarasaray, da Turquia, em 2009.

Sucesso longe de casa

Júlio César, responsável por desperdiçar um dos pênaltis que custou a eliminação brasileira em 1986, no México, é o único jogador que pertencia ao Guarani quando estava em um Copa. Os demais conseguiram o feito longe de casa. O zagueiro também é o último jogador de um clube campineiro a defender a seleção em um Mundial.

A Ponte Preta, por sua vez, ainda contava em seu plantel com Oscar (78), Carlos (78 e 82), Polozzi (78) e Juninho (82) no momento das disputas.

Copa – antes ou depois – e passagem por Campinas

Além das revelações, mais 14 jogadores que passaram por Ponte e/ou Guarani, quando jogadores ou técnicos, também sentiram a emoção de estar presente em um Mundial. É o caso de Zé Carlos (lateral-direito), Viola (atacante), Ronaldão (zagueiro), Ricardo Gomes (zagueiro), Ricardo Rocha (zagueiro), Dadá Maravilha (atacante), Chicão (volante), Zetti (goleiro), Jorge Mendonça (meia-atacante), Pepe (ponta-esquerda), Jair Rosa Pinto (atacante), Mineiro (volante), Edílson (atacante) e Raí (meia).

Confira abaixo as listas de jogadores com identificação com Ponte e/ou Guarani que disputaram uma Copa do Mundo

Revelados pelos clubes:

Ponte Preta - Armandinho (1934), Oscar (78, 82 e 86), Waldir Perez (78 e 82), Carlos (78, 82 e 86), Polozzi (78), Juninho (82), Edson Boaro (86), André Cruz (98) e Luis Fabiano (2010).

Guarani - Amaral (78), Renato (82), Careca (86/90), Júlio César (86), Mauro Silva (94) e Luizão (2002).

Com passagens por Ponte ou Guarani:

1950 – Jair Rosa Pinto (encerrou a carreira na Ponte no início da década de 60)

58 e 62 – CAMPEÃO E BICAMPEÃO - Pepe (foi técnico de Ponte e Guarani)

70 – TRICAMPEÃO - Dada Maravilha (jogou na Ponte Preta no fim da carreira)

78 – Jorge Mendonça (convocado pelo Palmeiras, também fez história depois em Guarani e Ponte); Chicão (marcou época no São Paulo e defendeu a Ponte; faleceu em 2008)

90 – Ricardo Gomes (comandou o Guarani no início da carreira de treinador)

94 – TETRACAMPEÃO - Ricardo Rocha (vice-campeão pelo Guarani em 86), Raí (emprestado pelo Botafogo-SP à Ponte no início de carreira), Viola (defendeu o Bugre em 2005), Ronaldão (encerrou a carreira de jogador na Macaca, onde depois também foi dirigente), Zetti (jogou pelo Bugre e também foi treinador dos dois times).

98 – Zé Carlos (depois defendeu a Ponte)

2002 – Edílson (esteve no Guarani em 1992)

2006 – Mineiro (se destacou na Ponte Preta, onde ganhou a primeira chance na seleção, com Emerson Leão, em 2001, junto a Washington, à época também da Macaca).

Saudações Fabianistas*

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