7/02/2010

A sociedade Kaká & Fabiano não é limitada

02/07/2010 - Passe decisivo de Kaká, golo fácil de Luís Fabiano. No relvado, durante este Mundial, a relação destes dois jogadores da selecção brasileira é assim.

Simples. Eficaz. Ou "perfeita", nas palavras do ponta-de-lança pouco depois de mais uma assistência (perfeita) do médio, que deu o 3-1 contra a Costa do Marfim.

"Basta-me estar bem colocado que ele, mesmo sem me ver, sabe onde estou", disse Fabiano. "Já sei como ele se costuma movimentar", confirmou Kaká, antes de acrescentar: "Existe uma cumplicidade entre nós." Uma cumplicidade que nasceu há muitos anos, quando os dois se conheceram e jogaram juntos no São Paulo.

Em Janeiro de 2001, Ricardo Izecson dos Santos Leite, conhecido por Kaká (alcunha posta pelo seu irmão) surge na primeira equipa do São Paulo com 18 anos e junta-se pela primeira vez a Luís Fabiano Clemente (20 anos) que volta ao seu país após uma experiência falhada no Rennes, em França. Começa aí a sua história comum. Kaká torna-se rapidamente o menino prodígio do futebol brasileiro, ao ponto de ser convocado para o Mundial 2002, que o Brasil ganha. Fabiano começa a revelar o seu instinto goleador: 118 golos em 160 jogos.

À beira da agressão

Se juntos conhecem a glória, é também juntos que convivem com a crítica. Após uma eliminação precoce do São Paulo da Taça do Brasil, em 2003, Kaká é apelidado de Barbie pelos adeptos, enquanto algum tempo mais tarde Fabiano ameaça deixar o clube se continuar a ser assobiado. A relação entre estes dois homens de origens tão diferentes fortalece-se. Filho de uma família abastada, Kaká surje como o filho ideal. Já Fabiano, criado pelo seu avô, foi um adolescente que cresceu às suas custas em Jardim Proença, na cidade de Campinas.

Os dois craques estiveram perto de se agredirem fisicamente em Agosto de 2002, durante um treino no São Paulo. "Foi algo que toda a gente viu mas que não era suposto ter sido visto", relativiza agora o avançado. "Tudo isso já passou e está esquecido", acrescenta o médio. Depois disso, Kaká conquistou a Bola de Ouro em 2007, prémio que distingue o melhor jogador do mundo, e Luís Fabiano ganhou a Taça UEFA e a Supertaça europeia no Sevilha, de Espanha. Ambos chegaram lesionados ao final desta época, mas recuperaram a tempo de reatarem a sociedade de antigamente. com AFP

Saudações Fabianistas*

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